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Por Juciara Cabral e Leandro Gomes

                 A meditação abre a mente para o maior dos mistérios que acontece diariamente e a toda hora; ela expande o coração para que ele possa sentir a eternidade do tempo e a infinidade do espaço em cada pulsação; nos provê uma vida dentro do mundo que é como se estivéssemos nos movimentando no paraíso; e todos esses feitos espirituais ocorrem sem nenhum refúgio em uma doutrina, mas pela simples e direta ligação com a verdade que reside no nosso mais íntimo ser.

                                                                    Shunryu Suzuki Roshi in  Levey (2001)

            A meditação segundo IYENGAR (2001), se destina a desenvolver a consciência complexa ao estado de simplicidade e inocência, livre de orgulho e arrogância. A meditação é integração – pegar as partes desintegradas do homem e torná-lo uma unidade de novo. 

          Hoje em dia, as técnicas de meditativas estão passando por um renascimento secular, enquanto o oráculo instituído da ciência descobre e proclama os benefícios da meditação, como um remédio para o estresse epidêmico da vida moderna (Khalsa, 1997; Levey, 2001).

          A psicologia e medicina contemporâneas consideram as tradições contemplativas uma rica fonte de aptidões para controlar a atenção, melhorar a saúde e a resistência ao estresse, reduzir a dor, despertar a criatividade e intensificar o poder de emoções positivas, tais como empatia, paciência, alegria e bondade amorosa. 

         As práticas de meditação nos ajudam a integrar e desenvolver a sinergia dinâmica tanto das aptidões mentais ativas e criativas quando das aptidões mentais passivas ou receptivas. As “aptidões mentais ativas” são ferramentas do intelecto e do raciocínio. Elas incluem intenção ou vontade, pensamentos e raciocínio, e a faculdade de imaginação criativa. As “aptidões mentais passivas” são principalmente  funções mentais atentivas ou perceptiva. 

         Quando você medita e alcança o relaxamento, sua mente pára de pensar, e há mais espaço entre seus pensamentos A meditação por si só não é uma religião (Khalsa, 1997). 

O valor da meditação é que ela permite que você sinta uma corrente contínua de energia. Isso se dá porque a mente se torna tranqüila.

         Muitas experiências mostram que a meditação faz com que as pessoas alcancem um estado hipometabólico (metabolismo lento). Apenas duas outras atividades normalmente geram este estado. Uma delas é dormir, a outra a hibernação (que os humanos, é claro, não praticam). Durante o estado hipometabólico, há uma diminuição significativa do consumo de oxigênio pelo organismo. Quando dormimos, o consumo de oxigênio cai aproximadamente 8%. Já durante a meditação, cai 10 a 20%. Esse uso reduzido de oxigênio reflete o estado profundo de relaxamento que a meditação produz, como também reflete o restante que é dado para todo sistema físico. Esse temporário decréscimo de uso de oxigênio é responsável, em parte, pelo aumento de energia física conferida pela meditação.

          Outro efeito físico da meditação é uma diminuição de lactato sanguíneo. O lactato é uma substância eliminada pela musculatura que contribui para sensação de ansiedade. Durante a meditação, os níveis de lactato sanguíneo caem significativamente, em geral, em 10 minutos.

         Outros efeitos físicos da meditação são a diminuição da freqüência cardíaca, da pressão arterial e da respiração. Estudos indicam que, durante a meditação, o ritmo do coração reduz-se, em média, em três batimentos por minuto. A melatonina, o “hormônio do sono”, aumenta com a meditação.

          A meditação tem demonstrado retardar o processo de envelhecimento e aumentar não só o tempo de vida como também a “extensão da saúde”.

          Outro estudo revelou que pessoas que meditavam por cinco anos ou menos tinham “idades biológicas” em torno de cinco anos mais jovens do que suas idades cronológicas.

           Além do aumento do desempenho cognitivo, o estado meditativo contribui muito para que se possa atingir a excelência no desempenho físico. A maioria dos grandes atletas entra em um estado mental meditativo durante suas competições desportivas. Alguns deles se referem a esse estado como “a zona de consciência alterada”.

          Um dos atletas que atinge esse estado dissociativo durante jogos é Michael Jordan. Ele cria um estado tão poderoso que  considera como uma bola de força (Cameron in Khalsa, 1997).

          Outro atleta é o grande corredor Roger Bannister – o primeiro homem a quebrar a barreira psicológica dos quatro minutos por milha – disse que, durante sua quebra do recorde, “não tinha mais consciência dos meus movimentos”.

        Só podemos ver o fundo do mar quando o mar estiver quieto, da mesma forma que, para podermos ver a essência do nosso ser, a mente tem que estar quieta.

          Meditação é sentar-se sem fazer nada – não usar seu corpo nem sua mente. Sempre que você conseguir pare todo resto para apenas ser. Mesmo que seja um único momento em que você não esteja fazendo nada  e esteja apenas em seu centro isto é meditação.

          Quando você não estiver fazendo absolutamente nada, seja física ou mentalmente  ou em qualquer outro nível, quando toda atividade houver cessado e você estiver apenas sendo isto é meditação. E quando você pegar o jeito, poderá ficar neste estado por quanto tempo quiser. Com o tempo poderá ficar neste estado 24 horas do dia (Osho, 2002).

          Após ter experimentado este estado de tranqüilidade  então, aos poucos, você começará a fazer coisas, mantendo-se alerta para que seu ser não seja perturbado. Esta é a segunda parte da meditação .Primeiro aprender a simplesmente ser, depois aprender pequenas ações: Limpar o chão, tomar banho, comer, mas sempre sem perder o centro. Depois você poderá fazer coisas mais complexas.

         Por exemplo, estou me dirigindo a você, mas minha meditação não foi perturbada. Posso continuar falando mais no meu centro não há sequer um ruído.   Há apenas silêncio, silêncio absoluto.

 

Referência Bibliográfica


GEORGE, M. Aprenda a relaxar: liberando tensões, superando o estresse, liberando o eu interior. São Paulo: Editora gente, 2000.

GOMES, H. Yoga Integral: o yoga da nova era. Rio de Janeiro: Ed. Pallas, 1993.

HERMÓGENES, JÁ.  Autoperfeição com Hatha Yoga. Rio de Janeiro: Nova Era,  41ª ed, 2001.

LEVEY, J; LEVEY, M. O poder da meditação: um manual para o bem estar e o relaxamento.  Rio de Janeiro: Ed Nova Era, 2001.

KHALSA, DS. Longevidade do cérebro. Rio de Janeiro: Ed. Objetiva, 1997.

OSHO. Yoga: a ciência da alma.  São Paulo: Ed Madras.

OSHO. Aprendendo a silenciar a mente: um caminho para paz, alegria e criatividade. Rio de Janeiro: Ed.  Sextante, 2002.

IYENGAR BKS. A árvore do ioga: a eterna sabedoria do ioga aplicada à vida diária. São Paulo: Editora globo, 2001.

RAMACHARACA, Y. Hatha –yoga ou filosofia yogue do bem-estar físico. São Paulo: Editora pensamento, 1997.


 

 

 

Copyright © 2006 Juciara Cabral & Leandro Gomes. Reprodução autorizada com autorização por escrito dos autores.


 
   
   
   
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